Urgência da Pauta

1. A questão do Centro Histórico, a ser implantado em Santo Amaro, é uma questão inadiável. É fundamental para a revitalização do Centro.
Bem sabemos que, dentro de cinco anos, ou pouco mais, Santo Amaro será, mais do que hoje, uma autêntica cidade-bairro, marcada por rápido e amplo desenvolvimento urbano, no aspecto urbanístico, econômico, comercial, sociocultural e de entretenimento.
A revitalização do Centro Histórico deve ser considerada a maior preciosidade de Santo Amaro.
A expansão imobiliária é galopante.
Alguém precisará pensar e lutar pelo bem-estar e qualidade de vida da população.
Se não pensarmos, hoje, o Santo Amaro que queremos, com mais qualidade de vida para todos, amanhã talvez seja tarde e todos teremos muito a perder com isto.
O progresso desordenado leva à decadência.

2. Precisamos pensar atentamente na Santo Amaro que queremos, para daqui a dez anos, para que não se torne um centro fantasma.
A omissão e a incúria das autoridades prejudicará Santo Amaro, irremediavelmente.
No futuro terão de prestar contas à cidade, por seu descuido, omissão e falta de visão…
Santo Amaro volta a ser o grande contraponto, parceiro de São Paulo, como foi, em toda a sua história.

3. A partir destas reflexões, propomos que, ao projeto “Eixo Histórico”, seja acrescentado o conceito de Centro Histórico (Centro Histórico Expandido).
A partir do Eixo Histórico, já criado e em fase inicial de implantação, seria proposto um projeto de expansão do eixo, para uma área mais ampla, até, aproximadamente 2 KM2, sem necessidade de novos tombamentos.
Apenas implantando a nova filosofia de ocupação do espaço.

4. Uma das marcas dos Centros Históricos seria um maior cuidado com a matriz (padrão), de mobilidade humana, a ser adotada.
Deveria ser estabelecido um prazo para implantar novo sistema de mobilidade/transporte, definindo o que isto significa, na prática.
Deveriam ser ampliados os espaços de pedestres, com o incremento de calçadões, sempre que possível.

5. O Centro Histórico prioriza o espaço do pedestre, de modo amadurecido.
Os prédios novos, no Centro Histórico, não deveriam ter mais de 8 ou 10 andares, para limitar o adensamento e compartilhar o sol e a paisagem. Deveria ampliar o verde e a segurança.
A estação do Metrô ou da CPTM e o ponto de ônibus não poderiam estar a uma distância maior do que 400 metros, no máximo, sendo o ideal, até 100 metros (?).

6. Em torno do Centro Histórico e Centro Histórico Expandido (+ ou – 2 KM2) (?), deveria ser feita uma alça de vias públicas, para contorno dos meios de transporte automotivo, para que estes possam evitar o Centro, contornando-o, quando aí não se dirigem, a partir do eixo Avenida Adolfo Pinheiro/Avenida Santo Amaro.
No caso de Santo Amaro, é possível pensar isto, com urgência, devido ao Metrô e à Linha da CPTM, que servem a região.
A estes se acrescentam as muitas linhas de ônibus que cruzam a região.
Santo Amaro já possui o seu Terminal Intermodal.
Todas as calçadas, sempre que possível, teriam, no mínimo, três metros de largura, para segurança dos pedestres. Nos calçadões deveria ser impedido o comércio. Mas seriam permitidas apresentações artísticas (Arte na Rua).
A fiação elétrica, no Centro Histórico, correria subterrânea.

7. Enfim, o Centro Histórico tem, por objetivo fundamental, revigorar o Centro Urbano, tornando-o mais humano, mais seguro, mais belo, mais agradável e mais saudável, respeitando a memória da região. Deveria ter garantida sustentabilidade e a qualidade de vida das pessoas.

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