Perspectivas

1. O Futuro que nos Espera.
As perspectivas do futuro urbanístico de Santo Amaro são muito positivas e alvissareiras.
Santo Amaro, com epicentro na Igreja Catedral, no Largo 13 de Maio, poderá vir a ser, em poucos anos, o segundo polo socioeconômico da Cidade de São Paulo, depois do Centro matricial, localizado no eixo Praça da Sé/Pátio do Colégio/Mosteiro de S. Bento, núcleo do Centro Histórico da Capital, hoje bem mais amplo.
A Santo Amaro estão chegando melhoramentos que lhe darão destaque: Metrô, trem metropolitano e linhas de ônibus, que farão de Santo Amaro, um novo polo de irradiação de desenvolvimento humano, econômico, comercial, social, religioso, cultural e de lazer.
Santo Amaro volta a ser a nossa cidade/bairro. Foi cidade até 1935. Santo Amaro, na Capital, tem status especial, por sua história.
O Largo 13 está situado no eixo central desse desenvolvimento.
Daí a necessidade urgente de definição do Centro Histórico, como uma região especial: uma região onde haja espaço para gente, para eventos e para encontros, divertimentos e passeios da moçada, e das famílias com as crianças, com segurança.
Os empresários do meio imobiliário e do comércio e entretenimento precisam tomar consciência do que isto representa, em estímulo ao desenvolvimento urbanístico e humano.
O Centro Histórico é uma mais valia sem par, que não pode ser esquecida, por que tem por obrigação planejar o amanhã, sem miopia.

2. Definições Urgentes.
Santo Amaro deverá, imediatamente, definir os limites de seu Centro Histórico, onde haverá legislação especial, com avenidas e passeios amplos e desvio do trânsito que vai além.
Deverá ser previsto um minianel viário, em torno do centro, para dar mais tranquilidade às pessoas.
Santo Amaro precisa ampliar os calçadões, as ruas, as avenidas e as praças.
Deverá privilegiar a arte e a beleza arquitetônica e paisagística.
Num raio de, aproximadamente, um kilômetro, a partir do Largo 13, deverão ser estudadas condições especiais de ocupação do solo e de urbanização.
A área do Centro Histórico, será uma área privilegiada, devendo, nos próximos anos, caracterizar-se, como um polo turístico/cultural e social da região.
Este Centro Histórico precisa ser imediatamente demarcado e planejado.
O atual Eixo Histórico é diminuto. Não satisfaz. Não resolve. É uma ideia apequenada.
A posteridade próxima condenará a pequenez de ideias de quem propôs o Eixo.
O CETRASA deverá participar desta demarcação, com urbanistas especializados.
Nosso futuro promissor exige todo o cuidado e atenção.
O “Eixo Histórico” não está à altura do Santo Amaro que estamos construindo, do Santo Amaro que sonhamos. A ideia, no entanto, tem seus méritos.

3. Despertar e Reivindicar.
As autoridades precisam vencer a omissão e a mediocridade, e dar a Santo Amaro, o Centro Histórico que ele merece, que o marcará para as próximas gerações.
A população precisa despertar e reivindicar, em vez de se deixar apequenar e se submeter, inerte e calada.
Em princípio, como parâmetro inicial, o Centro Histórico de Santo Amaro deveria envolver:
O Largo 13/Sé; o ex-Mercado Municipal; a Biblioteca Prestes Maia; a Praça Santa Cruz; o Teatro Paulo Eiró; o Colégio Jesus, Maria, José; o Colégio Alberto Conte; a Santa Casa; o Cemitério; a antiga Fonte Iguatinga ; a Estação Intermodal; a Biblioteca Belmonte, etc., etc..
O acesso ao Centro deveria ser, preferencialmente, por transporte público (algo talvez remoto). Deveriam ser previstos prédios de estacionamento, para veículos de passeio.
O importante é fazer, do Centro Histórico, um grande polo de atração humana, turística, social, econômica, cultural e de entretenimento.

4. Lei dos Centros Históricos.
Sugiro ao nosso Vereador, Ricardo Nunes, que providencie um projeto de lei, para que todos os grandes polos de desenvolvimento histórico da Capital tenham delimitado o seu Centro Histórico. Considere esta sugestão como uma proposta a estudar.
É assim que se faz história: melhorando a vida da cidade, preservando sua cultura e cuidando do bem-estar do povo: pensando nas futuras gerações. Planejando uma cidade melhor e mais acolhedora.
Temos, na Megalópole de São Paulo, ao menos, duas dúzias de prósperos e amplos centros urbanos, polos de desenvolvimento, que deveriam ter tratamento especial, criando uma Capital multipolar, descentralizando os vetores de desenvolvimento, valorizando o seu Centro Histórico e criando uma cidade mais humana.
São Paulo tem ao menos uma dúzia de regiões que podem demarcar o seu Centro Histórico e cultivá-lo.
O futuro agradece.

5. As Gerações Futuras.
Se não cuidarmos de nossos Centros Históricos, hoje, amanhã será tarde.
Certamente, nossos filhos e netos, e toda a nossa posteridade, nos perguntarão por que nos omitimos.
Por que, tendo oportunidade, não demarcamos nossos Centros Históricos e nossos polos de desenvolvimento.
A cidade de São Paulo tem dimensões superiores a muitos países.
Penso que há condições de prever bem mais de 25 polos de desenvolvimento, entre Centros Históricos e outros.
Estes deveriam ser demarcados, já, com legislação especial e alguns privilégios, como os dos Centros Históricos.
As futuras gerações nos agradecerão.
Com a palavra o sr. Vereador Ricardo Nunes, para que tome essa bandeira.

Nota: Esta proposta é decorrente de nosso projeto “Macrópolis”, que trabalha na formulação de modelos, para uma cidade mais humana, com mais qualidade de vida.

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