Centro Histórico Expandido

I- Centro Histórico ou Eixo Histórico?

1. O processo de demarcação do Centro Histórico de Santo Amaro, deve partir da base já estabelecida pelo Eixo Histórico, que consideramos muito limitado. Precisa ser expandido consideravelmente.
De nossas atenções ou omissões depende o Santo Amaro de amanhã, com um traçado urbano mais ou menos funcional, saudável e respeitador da memória da cidade-bairro.
Saudamos o Eixo Histórico como uma grande conquista da comunidade e um passo fundamental, mas insuficiente e muito tímido. Santo Amaro merece mais.
Santo Amaro não pode abrir mão do seu Centro Histórico.
O Eixo Histórico não pode limitar o Centro Histórico. Seria uma atitude inaceitável, prejudicial a Santo Amaro.
Seria uma agressão à nossa cidade/bairro, que não perdeu a sua autoestima e o orgulho de sua gente.

2. O Centro Histórico Expandido de Santo Amaro, deve ser tratado e visto como um projeto bem vindo e desejável. Vai além do Eixo Histórico, este de dimensões precárias.
Centro Histórico é um projeto que promove a valorização de toda a região, com melhorias no aspecto urbanístico-imobiliário, espaços públicos, ruas e calçadas, no aspecto cultural e social, no aspecto econômico e em áreas verdes e espaços de entretenimento.

3. O Centro Histórico, com as consequências decorrentes, deve fazer de Santo Amaro um polo de desenvolvimento mais atrativo e mais humano, respeitando a identidade própria da região, com seus valores e tradições, a preservar.
O Centro Histórico ajudará a impulsionar e a revitalizar o Centro, se for adequadamente planejado e apoiado pelos poderes públicos, pela comunidade (pelo CETRASA).
A nova urbanização precisa saber respeitar a identidade da região, que tem, no CETRASA, um foco de cultura e incremento dos valores da região e gerador de novos valores.
O santamarense precisa voltar a se orgulhar de sua cidade-bairro, com valores e identidade própria, respeitados, preservados e cultivados.
Se não reagirmos agora, amanhã será tarde.
O Centro Histórico não traz prejuízos econômicos para ninguém. Pelo contrário.
O Centro Histórico não impede de fazer, apenas valoriza o espaço e norteia como deve ser feito o que precisa ser feito.

II- Marcos do Centro Histórico de Santo Amaro
(Esboço de Demarcação Provisória)

4. A presente demarcação expande o mapa do Eixo Histórico.
1) Partindo da Resolução nº 14/2002, Art. 2:
Além dos logradouros públicos aí identificados, deve incluir outros.
a) Incluir o Teatro Paulo Eiró, a Praça Dona Benta Vieira e a Santa Casa, o Colégio Alberto Conte, a Praça Santa Cruz (antigo ponto final do bonde), o Colégio Jesus, Maria, José (?), o Mercado Municipal, o Cemitério, a Rua Iguatinga, etc.
b) As novas demarcações deveriam passar pela Rua Conde de Itu, Cardoso Alves, Baxiúva, etc.
c) Paralela à Rua Cel. Carlos da Silva Araújo, deveria seguir pela Rua Barão do Rio Branco.
2) Enfim, o Centro Histórico deveria ter, aproximadamente, 02 KM2.
3) A expansão, aqui sugerida, não envolve necessariamente, novas desapropriações ou tombamento. Exige apenas tratamento especial, no uso e ocupação do solo, com alguns benefícios.
Os prédios nunca poderiam ter altura superior a 8 ou 10 andares, na região do Centro Histórico.
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Notas: 1. A parte legal do EIXO Histórico o leitor pode encontrá-la, no Google, estudo de Valquíria C. Chum, sob o título: Patrimônio Histórico do Eixo Santo Amaro.
2. Penso que o CETRASA precisa dar seu parecer e sugestões em relação ao Centro Histórico Expandido de que tratamos nesta proposta. Deverá formar uma comissão para estudar os limites do Centro Histórico. O CETRASA envia suas sugestões à Câmara Municipal.
3. Lembramos que Santo Amaro merece mais carinho e tratamento especial, por sua história: nasceu quase junto com São Paulo, e cresceu junto. Foi cidade/município autônomo por mais de 100 anos. Hoje é uma cidade-bairro, em rápido desenvolvimento.
4. Caberá ao CETRASA, se estiver de acordo, encaminhar esta sugestão de Centro Histórico, junto com outras instituições da sociedade civil, a serem convidadas.
5. De imediato, a Subprefeitura de Santo Amaro deveria colocar setas indicativas para a Igreja Catedral, como imóvel tombado. Placa indicativa, com fundo marrom. O mesmo para o ex-Mercado Municipal.
6. A decisão final cabe ao poder público municipal, à Câmara Municipal.
José Jorge Peralta.
CENTRO HISTÓRICO E REVITALIZAÇÃO CULTURAL

I- Comunidade Atuante

1. Falar em Centro Histórico de Santo Amaro, ou em Eixo Histórico, é pensar em cultura, em alegria popular, em humanização da cidade.
É pensar em meio ambiente, em aprimoramento da malha urbana, em praças, parques, jardins e avenidas.
É pensar em programações culturais e artísticas.
É pensar em dar à urbanização mais vida humana, mais convivência social, mais bem-estar.
É pensar na segurança das pessoas, prevenindo a violência, com apoio da cultura.
É pensar em reunir as pessoas, em torno de valores humanos, com arte.
É pensar em canto, em dança, em exposições artísticas.
É antever a formação de grupos de artistas, que reanimarão os espaços públicos.
É pensar numa cidade mais humanizada e não pensar apenas em asfalto e concreto armado.
É colocar, na cidade, nos espaços humanos, um pouco de poesia, um pouco de alegria.
É pensar no Santo Amaro quintocentão, nas famílias tradicionais, nos Bandeirantes, etc.
É pensar nos grupos hegemônicos, desde o século XX: nos nordestinos e mineiros, com seu dinamismo próprio.
Antevemos, em cada praça, uma programação cultural especial.

2. O Centro Histórico não é uma simples formalidade, num país que aprende a estimular a cultura e o bem-estar social.
Na Europa, a cada ano, uma cidade é proclamada a Capital Cultural Europeia.
Bons financiamentos estimulam a preparação de equipamentos e programas culturais, um ano inteiro. É a cidade que se transforma e se renova; se prepara e se revigora.

3. A ideia do Centro Histórico de Santo Amaro tem vocação idêntica, que irá amadurecendo, até convencer as autoridades de que vale a pena.
Povo culto é povo mais feliz; e a felicidade se expande; não se fecha em si.
A vida humana, na família como na comunidade, precisa de poesia, de arte e de alegria, como precisa de sol, que aquece e ilumina.

II- Atuação do CETRASA

4. Em Santo Amaro, temos uma organização vocacionada a incrementar a cultura, a arte, a história e as tradições: O Centro de Tradições de Santo Amaro, o CETRASA.
Com apoio da Secretaria de Cultura Municipal, do Ministério da Cultura e do empresariado, muito se pode realizar à região.
Junto com outras organizações sociais, de credibilidade, o CETRASA poderia se preparar para, na hora adequada, e desde já, começar a dinamizar, culturalmente a nossa região, nos espaços públicos, com atividades em todos os fins de semana e feriados: apresentações de canto popular, de danças, de teatro mambembe, de canto coral, de orquestras, de música solo, de exposições, de literatura e de poesia…
A imprensa local e as redes sociais poderiam ajudar a divulgar a programação do Centro Histórico: o Centro Histórico em Ação.
Deveria também participar do cuidado do meio ambiente, verificando o plantio de árvores da Mata Atlântica, em praças e avenidas e do ajardinamento das praças e parques. Dar prioridade plena à vegetação brasileira.
Deveria também manter-se informado sobre o funcionamento das bibliotecas.

5. Datas Comemorativas.
O Centro Histórico/CETRASA darão destaque a algumas datas, celebrando-as:
– Natal, Páscoa e Festa do Divino;
– Aniversário de Santo Amaro;
– Dia das Tradições de Santo Amaro, etc., etc. (explicitar).

6. No (novo) traçado do Centro Histórico, dispomos de ótimos e convidativos espaços públicos.
O Centro Histórico merece cuidado e atenção especial, desde já, mesmo antes do seu reconhecimento oficial. Ele já existe. É um fato, uma realidade.
Santo Amaro poderia assumir um pouco a vocação para venda de artesanato de qualidade, em alguns lugares, um pouco à imagem de Embu das Artes…
Santo Amaro poderia criar a Praça das Artes, com feira de artesanato e arte, nos domingos.
As praças e avenidas do Centro Histórico deveriam ter uma iluminação especial e permanente.
As calçadas deverão ser mais amplas, com calçadões.

III- Espaços Disponíveis

7. Relacionamos alguns dos espaços públicos de que dispomos, no Centro Histórico de Santo Amaro:
1) A Praça Floriano Peixoto, protegida, presta-se bem a eventos culturais bem concorridos. O coreto é um equipamento primoroso, a não esquecer.
2) O espaço do Centro Cultural, ex-Marcado de Santo Amaro, também se prestaria a estes fins.
Acrescentamos ainda:
3) A praça em frente à Biblioteca Municipal Prestes Maia.
4) O Largo 13 de Maio.
5) A Praça Edmundo Zenha, na confluência da Avenida Alceu Mainard Araújo com a Avenida J.C. da Silva Borges, em frente ao CETRASA.
6) A praça do Teatro Paulo Eiró.
7) A Praça Santa Cruz.
8) Cemitério.
9) Rua Iguatinga.
10) Santa Casa.
11) Colégio Jesus, Maria, José.
12) A Praça Salim Farah Maluf.
13) A Casa Amarela – Paço Júlio Guerra.
14) A Escola Estadual Alberto Conte.
15) A Subprefeitura.
16) As Estações do Metrô também poderiam ser utilizadas, com fins idênticos… adequados, principalmente para apresentações musicais, em convênio com o Metrô.

IV- Vitalidade dos Eventos

8. Citamos, como início de proposta, algumas atividades a serem pensadas.
1. É de esperar que, durante o dia (domingos e feriados), os pais venham, com os filhos, participar dos eventos.
Certamente virá gente de longe.
À noite, sábados, domingos e feriados, a presença seria mais de jovens a adultos.

2. Enquanto não houver bares e assemelhados, nessas regiões, seriam convidados os carros, tipo foodtruck, para ficarem estacionados em locais adequados para atender à população.

3. Poderia se incrementar a gastronomia regional: cozinha mineira, nordestina, paulista…

4. Programas de entretenimento, talvez do tipo “Festas Juninas”.

5. Quanto à música e dança, um modelo muito comum é a dança com música ciranda, com dança de roda, de mãos dadas.

6. Poderiam ser incrementadas músicas populares caipiras, paulistas, mineiras, baianas, pernambucanas, etc.
7. O Centro Histórico, bem iluminado e cuidado, ajudaria a prevenir a violência e a ação de marginais. Ajudaria na segurança do espaço. Não dispensaria bom policiamento preventivo.

8. Mediante financiamento, retorno financeiro, os empresários locais poderiam cooperar com as despesas, com patrocínios.

9. Mediante projetos bem elaborados, poderíamos contar com apoio oficial…

Caberia ao CETRASA a supervisão geral, mediante um comissão específica.

V- Modelo Compartilhado

9. Modelos similares poderiam ser incrementados em todos os Centros Históricos de São Paulo, assim declarados ou não.
Eles existem e pronto.

1. Os vereadores locais (Ricardo Nunes) poderiam propor verbas para dar suporte a esta programação.

2. As escolas regulares, as escolas de arte e de música e os corais poderiam ser incrementados para atender a estes projetos populares.

3. Juntos, poderemos humanizar, um pouco, a nossa cidade e o nosso bairro.
Assim, todos podemos viver melhor em nossa Megalópole, com mais sociabilidade e mais qualidade de vida.

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