Júlio Guerra

JÚLIO GUERRA

Notável Artista de São Paulo/Santo Amaro

Arte Popular e Arte Erudita

 5ª Jornada do Patrimônio da PMSP

 

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JÚLIO GUERRA

1 – Júlio Guerra é destaque, na 5ª edição, da Jornada do Patrimônio, da Prefeitura de São Paulo, agosto de 2019.

O Hilasa e a Edubraz, disseram presente.

Nos grandes momentos de Santo Amaro/São Paulo estamos sempre presentes.

Júlio Guerra é o artista maior de Santo Amaro, e um dos grandes artistas de São Paulo e do Brasil.

Júlio foi um exímio pensador. Cantou, com a pena, com o pincel e com o cinzel em pedra e papel, a vida e os encantos de sua terra, de São Paulo!

Amou e exaltou, sem reservas, tudo o que é bom e inspirador em sua cidade e em seu rincão. Temos aqui um bom paradigma de civismo atuante…

São Paulo/Santo Amaro foi o foco de sua inspiração; fez arte humana para a humanidade.

São Paulo é maior, com a obra de Júlio Guerra; Santo Amaro também.

Comunicou-se, e comunica-se ainda, com sua gente, em belas esculturas e pinturas , pela cidade de São Paulo e em outras cidades e além das fronteiras. Sua obra  é poesia que não se cala… Sim , porque há muita poesia, em suas esculturas e em suas pinturas!

Ele comunica-se com seus contemporâneos e com a posteridade, com a voz do coração!

Para isto dizemos que os bons artistas não morrem, jamais!

Costumo dizer que Júlio Guerra é um poeta da pena,  do cinzel e do pincel. E assim é!

2 – As obras de Júlio Guerra dão à cidade de São Paulo, mais beleza e mais encantos! Agregam mais cultura, ao nosso bairro-cidade, à nossa subprefeitura de Santo Amaro.

Através das obras de Júlio Guerra, as pessoas aprendem a apreciar as belezas e grandezas da nossa História; do nosso passado e do nosso presente. Aprendem a estimar melhor as belezas e os encantos que aí se revelam.

Ele sobressaiu e se destacou em São Paulo, uma das 7(sete) metrópoles mais populosas do mundo atual; a metrópole mais populosa do Hemisfério Sul. Ele tem estatura de mestre mundial!

Tudo isto faz Júlio Guerra ainda maior e mais atrativo; mais venerado e mais conhecido. Júlio Guerra é um grande paulista, de Santo Amaro! É um brasileiro de escol, de qualidades superiores.

Penso que chegou a hora de fazer Júlio Guerra mais conhecido e mais estimado!

Chegou a hora, sempre preterida por outros compromissos, de eu lançar o meu livro sobre Júlio Guerra. Aguarde! Ele merece e nós também!

Na Jornada do Patrimônio, da PMSP, ele está orgulhosamente presente.

3 – No Panteão dos Pioneiros de Santo Amaro, Júlio Guerra tem o seu lugar privilegiado.

Júlio Guerra é, talvez, o artista mais presente, nas ruas de São Paulo.

Honra lhe seja feita!

Os grandes destaques nacionais são: Monumentos à Mãe-Preta, o Borba Gato e a

Iguatinga, São Paulo, Santana e Maria menina, Jesus e Maria, em Betânia e o Painel Monumentos às Artes. 

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Paulo Apóstolo

 

 

 

 

 

 

 

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Santa Ana e Maria menina

 

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São Pedro, Praça Amadeo Amaral

Júlio Guerra destacou-se como ser humano, muito digno e respeitado!

Fez arte por amor à arte, por amor à vida, por amor à sua gente.

É um homem admirável por sua obra!

 

4 – O Roteiro de Júlio Guerra está baseado na obra ROMAGEM – Por Santo Amaro, de autoria do autor destas linhas, recém publicado pela Editora Edubraz, com lançamento previsto para breve. Uma obra monumento que o editor classificou como belíssima, como obra de arte!

O presente roteiro conta com a coordenação da Profª Drª Inez G.Peralta, professora da USP, e membro  efetivo  da Edubraz e do Hilasa, em Santo Amaro.

Nossas homenagens a Júlio Guerra e à sua filha, Elza, que nos acompanha nesta jornada histórica. Elza Guerra é a guardiã do patrimônio de seu pai!

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INSPIRAÇÃO

Inspiração

Por que é que tudo se calou?
Por que a própria natureza
Se amornou
E adormeceu cansada?
Por que me sinto cinzelada,
E a vida me deixou?

Nem elefantes
Destroem laranjais,
Nem há instantes
Que queiram lambear
Por sonos tranquilos,
Nem a sonata sutil dos grilos
Faz coro,
Com sua eterna madrugada,
Treinando melodias.

Nem esta luz é alvorada
Doutros dias!
-E eu? Onde fiquei abandonada?

Porque está escuro?
E por que meu corpo duro
Se eleva a coisas incertas -
Leve, perfumado,
De tom suave anilado,
Musicado por poetas?

DEUS! São novos meus sentimentos!
Já não tenho corpo, sou alma -
Que me transporta aos momentos
Desta intensidade calma...

A luz é mais que real!
O sonho sonho irradia.
É o encontro fatal
Com o mundo da poesia!

Marília do Céu











MARÍLIA DO CÉU

MARÍLIA DO CÉU

Poetisa luso-brasileira e santamarense, que merece ser mais conhecida e amada por nossa gente.
Marília do Céu é o seu nome.
Nasceu, em Portugal, em 1936, (21/03), na cidade de Mirandela.
Em 1955 foi para São Tomé, com o marido; seguiu para Angola.
Em 1958 foi para Moçambique.
Finalmente, em 1978 veio para o Brasil.
Enfim, podemos dizer que Marília do Céu é uma poetisa da Lusofonia.

Honra lhe seja feita!!

Todos os bons poetas merecem ser honrados, porque cantam a vida...
Sua poesia é cheia de vida, cheia de sonho, cheia de esperança, cheia de alegria... É cheia de ternura... cheia de encantos e de beleza!
É uma poesia inspirada; uma poesia de ideias, uma poesia de fé.
É uma poesia social, uma poesia da cidade.
É então uma poesia complexa, que trata dos mais variados conteúdos e sempre nos impressiona, pelo amor à vida, à humanidade, que brota quase em cada verso...
Marília do Céu vive uma parte significativa de sua vida, nestas terras de Santo Amaro, Sul de São Paulo. Faleceu em agosto de 2012.
"Inspiração" é o nome do livro em que nos deixou o seu precioso legado poético; suas mensagens de vida!
Aqui ela aprendeu a amar este país, esta "terra que o português criou", como lhe chamou Gilberto Freire.
Por sua obra, podemos sentir o amor que Marília tinha pelo Brasil.

Vejamos um exemplo:
Terra morena
encantada e serena,
como eu tenho pena
de não ter nascido aqui;
mas o meu país
cantará comigo
feliz, feliz
por ti!

Ler os poemas de Marília do Céu faz bem à alma e ao coração.
Marília observa o mundo e a vida, sempre com olhar de certo encantamento; sempre com olhar de esperança.


Vejamos trechos de suas poesias do Livro "INSPIRAÇÃO" 

São Paulo

São Paulo, fiz de ti
A minha terra;
Do Brasil, o meu País.
Pobrezinho de quem erra
E não se sente feliz.
És a vitória do mundo
Fundada por portugueses.
És um sonho bem fecundo
Multiplicado muitas vezes.
(...)
São Paulo, minha cidade,
Tu não tens culpa nenhuma,
Mas a douta da verdade
Em mim toda se avoluma.

Perfumar o ambiente
É tudo que eu queria,
Dar-te amor suficiente,
Pão, carinho e alegria.

Tens tanta glória bonita
Para um poeta versejar
Que até me sinto aflita
Por não te poder apanhar.

Namoro no Ibirapuera,
Cantinhos do coração...
Solfejos de primavera
Passarada em comunhão.
(...)
Tens segredos, por sinal,
Que despertam atenção.
Tens D.Henrique e Cabral,
Destino da minha mão.
(...)
Só se Camões cá voltasse,
Para cantar tanta beleza...
E toda, te arrebatasse
Com domínio, com destreza.

Tenho muito mais valores
Que te queria ofertar.
Consente, aonde fores,
Que te possa acompanhar....

São Paulo, fiz de ti
A minha terra,
Do Brasil o meu país.
Pobrezinho de quem erra
E não se sente feliz.

 

 

Homenagem a Paulo Eiró

A Paulo Eiró

Poesia de Gustavo Adolpho Pinheiro, recitada no palco do “Theatro Pindorama”, em Santo Amaro, na noite da estreia do Grêmio Dramático Familiar “Paulo Eiró” – 15 de Novembro de 1900..

Águia possante, tu fendeste o espaço,
em busca das regiões que habita a glória;
da excelsa deusa, no gentil regaço,
soltaste o canto augusto da vitória.
Da infância à adolescência te embalaste,
em róseas ilusões, doces quimeras;
pelo oceano da vida perpassaste,
no florido batel das primaveras.
Auras fagueiras te afagaram ledas,
da juventude ao doce alvorecer;
oh!… quem diria que mil sombras tredas,
viriam o teu astro escurecer?…
Amor de poeta, amor ardente e puro,
nos teus sonhos de jovem resplendeu;
mas essa flor mimosa do futuro,
mui cedo se estiolou, emurcheceu.
Uma saudade infinda e cruciante,
lacerou-te o sensível coração;
vate sublime, no teu seio amante,
fez fundo estrago essa infeliz paixão.
Nessa senda mimosa que trilhaste,
entre sonhos de glória e de ventura,
nesse flóreo caminho, que encontraste?
o medonho fantasma de loucura!…
Densas brumas toldaram, num momento,
esse mar de fulgores, que inundava,
teu fecundo e sublime pensamento,
onde o fogo do gênio se aninhava.
E, depois, veio a morte, audaz, terrível,
o silencio da tumba, a negridão,
o banquete dos vermes, quadro horrível,
que nos punge de dor o coração!…
Mas o talento é sol que não fenece,
brilha sempre na treva, qual diamante;
enflora-se na campa, reverdece,
fulge sempre, no azul, astro brilhante!…
[Publicado no Almanack Comemorativo do 1º Centenário do Município de Santo Amaro, 1932].

Catedral de Santo Amaro

Base Histórica

Neste Capítulo falamos de um dos espaços mais emblemáticos de Santo Amaro (SP):

Falamos da atual Catedral de Santo Amaro, que foi a nossa acolhedora Igreja Matriz, por algumas centenas de anos; que começou no séc. XVII (após 1607, com a inauguração da fábrica de ferro), surgiu como uma simples e pobre ermida, na margem esquerda do rio. posteriormente foi transferida no alto de uma colina, como veremos adiante.

Assim começou a cidade.

Foi uma das primeiras igrejas do Brasil, e também uma das primeiras Paróquias. Data da criação da paróquia pelo Bispo Dom Alarcão: 14/01/1686.

É prazeroso falar da Catedral de Santo Amaro, um templo de muita beleza. Espaço de recolhimento, de oração e de enlevo. Um espaço de encontro e de confraternização da Comunidade.

Esta é a Igreja mais icônica da Zona Sul de São Paulo, de nossa nobre cidade-bairro.

Nossa Catedral é um repositório das mais ricas tradições de Santo Amaro.

É um polo aglutinante da sociedade.

A Igreja, o templo Cristão é o grande estímulo e aglutinador da comunidade, porque aí é o oásis da sociedade; é um espaço de paz, de esperança e dignidade; é um espaço de vida, de encontro e de confraternização entre irmãos; é um espaço de fé e de cordialidade; um espaço de louvor, de meditação e de oração; um espaço de  gratidão, de ação de graças e de perdão…

É um espaço da Palavra de Deus.

  1. A Igreja Catedral de Santo Amaro é a igreja mãe da região: a Matriz; hoje a Catedral da diocese. A anterior, igreja da Conceição ( em 1554), situada na margem esquerda do rio Jurubatuba foi extinta com a mudança da população.

Santo Amaro foi a segunda Paróquia (14.01.1686), da atual Cidade de São Paulo e a décima quarta Paróquia do Estado de S. Paulo.

Santo Amaro foi uma população que prosperou. Situava-se à distância de um dia de viagem a pé, distante de São Paulo/Santo Amaro. Legou-nos ricas tradições, de que precisamos saber usufruir.

2. A Catedral de Santo Amaro é um espaço admirável, cheio de luz e de belas recordações, desde os primórdios da chegada da Civilização Cristã, no início do séc. XVI.

É testemunho do encontro cordial dos portugueses e dos indígenas, a que vieram se juntar os negros. Daí resultaria a aliança de sangue, entre povos diferentes, que novo povo gerou.

Na Catedral se encontra uma réplica fiel da estátua de Santo Amaro, trazida de Portugal, segundo conta a tradição, pelo casal fundador do pequeno templo primitivo, no séc. XVI, construído em terras doadas pelo mesmo casal João Paes e Suzana Rodrigues, na primeira metade do séc. XVII (após 1607).

Por ser uma relíquia, de valor histórico inestimável, a imagem original, de Santo Amaro, vinda de Portugal, está bem guardada, para preservá-la para a posteridade.

Consta que a doação da imagem e do terreno foi uma obra de ação de graças do casal fundador, por se ter salvo de um naufrágio, na sua viagem para o Brasil.

Santo Amaro, Abade, nosso Padroeiro, é um ícone de proteção ao povo e à família. É o protetor da agricultura, que garantia a sobrevivência alimentar da comunidade.

É uma mensagem viva; uma mensagem do Evangelho, apontando o caminho do bem-estar, do bem-viver e do bem-querer.

  1. 3. A igreja primitiva da região, anterior à de Santo Amaro, Abade, foi Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Ibirapuera, erigida, pelos jesuítas (1554) na margem esquerda do Rio Jurubatuba, perto da atual Ponte João Dias, no atual Jardim São Luiz. Uma simples ermida, de pau-a-pique.

Este foi o primeiro templo Cristão da Zona Sul de São Paulo. Mais tarde foi construída, pela comunidade, na mesma região, uma nova capela, dedicada a Santo Amaro.

Aí, foi criada a paróquia de Santo Amaro (1686), depois transferida para a margem direita do rio, onde hoje está, após a consolidação do caminho por terra, para São Paulo.

A primeira Igreja-escola foi construída pelos Jesuítas que o Pe. Nóbrega mandou para cá, ainda em 1554, após a inauguração do Colégio e Igreja São Paulo, em Piratininga, em 25/01/1554.

Segundo carta escrita por Anchieta, por ordem de Nóbrega, para cá, (Jurubatuba), vieram quatro Jesuítas comandados pelo Pe. Luis da Grã, o que comprova o destaque desta região, já na ocasião.

Então insistimos: a igreja-mãe de todas as igrejas, na parte sul de São Paulo, é a Capela

Na. Sra. da Conceição, erigida pelos jesuítas, construída na margem esquerda do rio Jurubatuba.  Posteriormente, aí foi erigida, pela comunidade, outra igreja, dedicada a Santo Amaro.  Transformada em paróquia (1686), a nova igreja foi depois transferida, para a margem direita do rio, após a consolidação do caminho, por terra, para São Paulo. Veio para o local onde ainda hoje está. Hoje esta igreja tem o título de Catedral da Diocese local.

As duas igrejas, após a mudança da comunidade, para a margem direita do rio, acabaram desaparecendo, com o tempo. Posteriormente, na mesma região, foi construída a capela de Na. Sra. da Penha, a Penhinha, que foi destruída, no final do séc. XX.  Aí está hoje o magnífico templo da Paróquia de São Luis Gonzaga, construída sob a liderança do Pe. Edmundo da Mata.  Então a igreja-mãe da zona sul de São Paulo é a igreja da Conceição, já desaparecida.  Entre as igrejas existentes, a igreja-mãe é a Catedral de Santo Amaro.

  1. Na região foi construída a primeira fábrica de fundição de ferro do Brasil (1607). Chamou-se Fábrica de Ferro N. S. da Assunção, que faliu em 1628, com imensos prejuízos para a comunidade e para o Brasil.

Esta é também uma marca de Santo Amaro: o pioneirismo da siderurgia nas Américas, segundo Sérgio B. de Holanda.

O nome primitivo da região era Ibirapuera ou Virapuera.

Nossa região foi também chamada: Santo Amaro de Ibirapuera.

Existia, então, o Caminho de Virapuera, finalmente denominado Caminho de Santo Amaro, pela popularidade do novo santo e do novo templo, mais bem centralizado, nas terras doadas por João Pais, Suzana e família.

João Pais e Suzana passaram à história, como gente benemérita, benfeitores da região; gente generosa, cordial, participativa e altruísta.

No entanto é uma história com muitas lacunas.

Seus nomes o povo não esqueceu.

Suzana é nome de Rua e Praça, no Centro Histórico. João Pais é nome de Rua, além do Centro.

  1. Falta-nos um quadro ou uma estátua celebrando o casal, a família João e Suzana.

Temos a figura do casal, em pedras polidas, de Júlio Guerra, no mural do monumento a Borba Gato.

É incerta a data de construção da primeira capelinha de Santo Amaro. Fala-se em 1560, como data mais provável, por ocasião da doação da Sesmaria. É razoável

“Não há dúvida de que a Capela de Santo Amaro já existia quando foi instalada a fábrica de ferro, em 1607”, afirma o historiador Sérgio Buarque de Holanda (Op. cit., pág. 410). O mesmo historiador afirma que “em 1628 já se faziam romarias à Capela de Santo Amaro”.

  1. Como Fernão Dias Pais reformou o Convento de São Bento, no Centro da cidade de São Paulo, no séc. XVII, aqui o mérito coube a João e Suzana. Mais tarde (1895), Dª Benta Vieira dará o terreno, em que foi construída a Santa Casa de Misericórdia.

O brasileiro tem espírito altruísta. É solidário no bem; solidário por convicção e por tradição.  O que se dá à Igreja é de todos, a serviço de quem precisa. Nossa gente dispõe de sua propriedade a serviço da comunidade.

Atitudes que estão na tradicional generosidade do sangue cultural da gente da estirpe portuguesa, um espírito cordial. Espírito comunitário e de desprendimento.

Doações para obras da comunidade são costumeiras, em nossa gente.

  1. Na região da Penhinha, João Dias de Oliveira fundou a fábrica “Curtume Dias”, que teve muito sucesso, no séc. XIX e XX, sendo um dos pioneiros da nossa moderna industrialização.

João Dias foi uma pessoa benemérita. Foi um dos fundadores da Santa Casa e seu Provedor, e tesoureiro. Trabalho Voluntário. Os sinos da Capela da Penhinha foi ele quem os financiou.

A maioria dos vitrais da Igreja de Santo Amaro foi João Dias que os doou à comunidade. Foi homenageado com o seu nome na Av. João Dias. (Veja mais: Pioneiros de Santo Amaro-São Paulo, Cap. 50).

  1. Enfim, proclamamos, com toda a segurança e sinceridade:

A Igreja-Catedral de Santo Amaro tem uma história viva; tem muitos encantos; convida à meditação, à oração e ao louvor.  Nossa Catedral, na história e na sua configuração atual, tem muita poesia e muita beleza, que aí se perpetuam.

A poesia da Catedral está na vida e na simpatia que lhe dá vida, desde os primórdios da construção do Brasil.

De uma simples Ermida, a esplendorosa Catedral, tem uma história exemplar.

Deus está aqui!

A poesia da Catedral está nas paredes e pedras do templo; está nas suas imagens; está nas pinturas e nos vitrais; está no coração do povo de Deus, que aí se reúne…

A Catedral de Santo Amaro é um espaço de alegria, amado por Deus; é um templo abençoado.

O dedo de Deus está aqui!

A Nova Matriz

CAPELA.

A Igreja de Santo Amaro foi elevada a Igreja Curada, ou Paróquia (14/1/1686), pelo Bispo, Dom José de Barros Alarcão, Bispo do Rio de Janeiro, cuja Diocese compreendia São Paulo e o sul e oeste do Brasil, além do Rio de Janeiro, onde era a sede.

O primeiro Pároco foi o Pe. João de Pontes, irmão do conhecidíssimo e bem-aventurado Pe. Belchior de Pontes.

O Pe. Belchior de Pontes é venerado, por toda a região, até hoje.

OS SINOS DA MATRIZ.

A antiga Igreja de Santo Amaro tinha três sinos na torre, que tocavam, para chamar o povo para as celebrações, e para a oração, nas horas da Ave Maria.

O som límpido dos sinos de bronze ressoava pelas colinas, pelos vales e pelas campinas, levando alegria a toda a gente.

Os sinos foram oferecidos por Bellarmino Dias da Silva, Isaías Branco de Araújo e alguns fieis de Santo Amaro, em 1923.

Os sinos da Matriz me lembram o poema sentido de Fernando Pessoa, que ainda nos encanta:

“Ó sino da minha aldeia,

dolente na tarde calma,

cada tua badalada

soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,

tão como triste da vida,

que já a primeira pancada

tem o som de repetida.

Por mais que tanjas perto

quando passo, sempre errante,

És para mim como um sonho.

Soas-me na alma distante

A cada pancada tua,

vibrante no céu aberto,

sinto mais longe o passado,

sinto a saudade mais perto”.

 

Para pagar dívidas da reconstrução, um Vigário vendeu dois sinos do templo, deixando o povo muito triste.

Recentemente (2013), outros dois sinos foram comprados.

A Catedral conta, novamente, com seus três sinos, para alegria da comunidade, e louvor ao Senhor!

 

II

CATEDRAL DE SANTO AMARO

Cúpula da Catedral de Santo Amaro
Cúpula da Catedral de Santo Amaro

Dimensões do Templo e da área externa:

2.1. Altura da torre: 30 metros.

Cruz: 2 metros de altura.

Galo: 80 centímetros de altura e igual de comprimento.

Externamente o templo mede:

– 19 metros de frente;

– 42,80 metros da frente ao fundo.

Nave Central: 9,6 metros por 26 de comprimento.

Laterais: 4,25 metros de largura por 23,70 de comprimento.

Presbitério, do Arco Cruzeiro à base do Altar-Mor: 4,35 metros, por 7,20 metros de largura.

2.2. A Igreja Matriz/Catedral tinha uma ampla área, em seu entorno.

Era o Largo da Igreja, onde o povo se reunia para conversar, e onde os rapazes e as moças se conheciam mutuamente e naturalmente. Alguns aí conheciam seu par, a futura companheira, da vida inteira.

Aí se iniciavam muitas famílias…

O Largo da Igreja era o espaço do povo.

Aí se realizavam as festas, tais como as Festas do Divino, festas populares.

Nesta foto é possível demarcar os limites de espaço do entorno da igreja, uma área superior a oito mil metros quadrados (8.000m2), segundo informa o primeiro vigário.

Até 1857, (Janeiro), o Cemitério ocupava todo o entorno da Igreja. Ocupava ampla área, à frente, atrás e nas duas laterais.

2.3. O Terreno da Igreja.

Segundo informação do Pe. João de Pontes (1730), primeiro Vigário, o Cemitério tinha as seguintes dimensões: 36 m. (18 braças) de largura à frente e 36 m. atrás da Igreja; mais 33 m. de largura, nas duas laterais: 33 m. (15, 5 braças) à direita e 33 m. (15, 5 braças) à esquerda. (Cada braça mede 2, 2 metros).

O templo da Igreja de Santo Amaro, atual, possui as seguintes dimensões:

Comprimento: 42, 80 m.; Largura: 19 m. (Antes da reforma, tinha apenas 26 m. de comprimento).

Acrescentada a área externa, ocupada pelo cemitério, o terreno total, prédio e áreas livres, tinha as seguintes dimensões, aproximadas:

Comprimento: 98 m., (26, 0 + 36 + 36); Largura (19 + 33 + 33): 85 m., ou seja: 8.330 m2, aproximadamente. Era uma área retangular de 98 x 85 m.

Estas são as medidas, aproximadas, do terreno ocupado pela Igreja de Santo Amaro, no seu início, segundo as informações prestadas pelo Vigário da Paróquia, Pe. João de Pontes, em 1730, conforme texto que segue, adiante, encontrado na cúria diocesana de São Paulo, pela Prof. Inez Peralta.

2.4. Para o povo de Santo Amaro, aconteça o que acontecer, o Largo 13 de Maio, que envolve todo o entorno da igreja, à frente, atrás e dos lados, sempre há de ser a nossa Praça da Catedral da Sé, como foi, por quatro séculos, a praça da Matriz, desde 1560. É uma questão histórica de valor permanente. É de praxe.

O que seria de se negociar entre a Igreja e a Prefeitura, seria o cancelamento da última desapropriação, quando a Prefeitura assumiu o espaço que hoje é estacionamento, visto que estão superados os motivos da desapropriação.

Assim é tratada a Praça da Sé, no centro de São Paulo.  A praça da Catedral de Santo Amaro, tal como foi demarcada, em 1936, mantém, quase intacta, a área de que nos fala o Pe. João de Pontes, o nosso primeiro vigário, totalizando, aproximadamente, 8.000 m2 (1730).

Observe o documento do Pe. Joao de Pontes:

Aos vinte, e quatro de Dezembro do Anno de mil e Sete centos e trinta; com Licença do Illmo. Sr. Bispo D. Antonio de Guadalupe; Benzi, conforme dispoem o Ritual Romano, a nova Igreja Parochial da Freguezia do Gloriozo S. Amaro, provida de paramentos das quatro Cores, de q’ uza a Igreja, com Pedra de Ara, Pia Baptismal, e com todas as mais alfayas neceSsarias. E aos vinte, e Seis de Agosto do Anno de de [sic] mil, e Sete centos, e trinta, e Hum; benzi na fórma do Ritual Romano, o Adro pª. Cemeterio, que tem da porta da Igreja, dezoito braças; peLos lados, quinze braças, e meã, e Remata com outras dezoito braças na fronteyra da Igreja; nas quatro quinas, fica demarcado, Com quatro pedras, nellas, soterradas. E pª. a todo tempo constar; lancei no Livro da Fabrica da meSma Igreja. S. Amaro. Sete de Dezembro do Anno de mil’, e Sete Centos, e trinta, e Hum.          

João de Pontes

Hoje, os espaços exteriores da Catedral estão muito reduzidos, em função de acordos entre a Igreja, a Prefeitura e particulares.

Este ponto merece pesquisas mais amplas, para saber como tudo aconteceu, se é que tal pesquisa interessa a alguém…

É de lastimar a redução do espaço de encontros da comunidade.

Os “antigos”, neste caso, tinham uma visão mais aberta, em termos de espaços livres, para a comunidade.

A Praça ou Largo da Matriz era marca fundamental.

Fig. 89 – Relógio da Catedral.
  1. 4. O relógio da Matriz foi doado por Manuel Antônio Borba e ainda funciona. Foi inaugurado em 5/8/1895.
  2. A nova Matriz, atual, foi construída em três etapas:
  • A fachada principal, a torre e o coro, sob o comando do Pe. Luiz Ignácio Taques Bittencourt (1883-1900);
  • O altar-mor e a sacristia, sob o comando do Pe. Bento Ibañez (1901-1905);
  • A nave central, a nave do templo, sob o comando do Pe. José Maria Fernandes (1917-1925).

Terminada a construção do novo templo, foi demolido o antigo. O novo, foi construído por cima do antigo, onde as ações paroquiais se realizam, sem interrupção, para a comunidade.

  1. 6. A nova Matriz, com o atual perfil, foi inaugurada em 1/11/1924. Vigário: Pe. José Maria Fernandes. Bispo: Dom Duarte Leopoldo e Silva.

Ao consagrar o templo ao culto de Deus e em honra de Santo Amaro, Abade, o Bispo Diocesano, D. Duarte Leopoldo e Silva, proclamou a oração que está escrita em torno no altar-mor:

“Orantibus in loco isto

demitte peccata populi tui, Deus,

et ostende eis viam bonam,

per quam ambulent

et da gloriam in loco isto”.

(Aos que oram, neste lugar,

nós te pedimos, ó Deus,

perdoa os pecados do teu povo,

e mostra-lhe o bom caminho,

pelo qual caminhem e te glorifiquem neste    lugar, neste templo).

(Ouça este canto, no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=e3ioRY7HCSc

(João José Baldi – Orantibus in Loco Isto – Catedral de Angra dos Reis, Ilha dos Açores – Portugal.)

  1. 7. A nossa Matriz de Santo Amaro, hoje Catedral, sofreu rachaduras, em sua estrutura, causadas pelo movimento de terra, pela passagem, no subterrâneo, da linha do Metrô.

A Igreja ficou interditada, por quatro anos, durante as obras do Metrô.

Em seguida foi reformada, sob a orientação do atual Vigário, Pe. Rogério Cataldo.

A reforma foi iniciada pelo Mons. Getúlio Vieira, então Vigário da Catedral.

Ao preparar a pintura interior, apareceram belíssimas pinturas, cobertas por cal.

Foram todas restauradas.

O templo ficou muito belo…

  1. 8. Capela do Rosário.

Ao lado da Igreja de Santo Amaro, do lado esquerdo de quem olha do altar para o portal de entrada, onde está o atual estacionamento, estava a Capela de Nª Sª do Rosário, demolida em Maio de 1922, pela Prefeitura.  A área foi comprada pela Prefeitura, gestão Isaías Branco de Araújo, por escritura de 08/04/1922.

III – Instituições Sociais e Religiosas

  1. Na Igreja Matriz, hoje Catedral de Santo Amaro, atuaram diversas instituições laicas, com objetivos sociais e religiosos.

Estas ampliavam a ação da Igreja, pela comunidade.

Destacamos:

– Irmandade do Santíssimo;

– Congregação São Vicente de Paula;

– Irmandade do Coração de Jesus;

– Filhas de Maria;

– Apostolado da Oração;

– Congregação Mariana;

e até os escoteiros, etc.

  1. As associações religiosas da Paróquia funcionavam como braços da Igreja que dinamizava a vida da comunidade; atendia aos carentes e formava grupos de diálogo e de oração.

A Congregação de São Vicente de Paulo fazia um trabalho social intenso, visitando e atendendo as famílias carentes, os doentes, os desempregados, assistindo-os nas necessidades básicas, inclusive, ajudando os desempregados a encontrar emprego, e os sem teto a encontrarem moradia.

  1. Quando Vigário, o Mons. Getúlio Vieira dirigiu um grupo de Escoteiros, que foi muito ativo. O escotismo é uma organização fundamental para a juventude e para a adolescência de nosso tempo, ao vivenciar as grandes virtudes cívicas, e dar oportunidade de vivenciar a convivência com a natureza. Merece mais atenção das igrejas.

Infelizmente, no presente, os Cristãos dedicam pouco interesse a esta modalidade de atuação, talvez por falta de interesse ou de visão…

  1. Hoje, a Paróquia da Catedral atua na Associação Jesus de Nazaré, que atende os carentes.

Num passado recente, era comum as Paróquias terem uma escola para educação de crianças e adolescentes, em tempos em que o poder público oferecia poucas escolas ao povo.

Até a década de 60, do séc. XX, muitas Igrejas paroquiais ainda mantinham escolas para o povo…, ao lado das Igrejas…

A grande expansão da educação, no Brasil, começou em 1968.

  1. As instituições paroquiais, de modo geral, eram eficientes formadoras de lideranças sociais, que estendiam sua atuação, para muito além do portal da Igreja.

Levavam os princípios Cristãos de dignidade humana, honra, persistência, solidariedade, alteridade e responsabilidade, por toda a sociedade.

Templo exterior, interior;

 

Vitrais, Pinturas e Imagens da Catedral

A Igreja Catedral de Santo Amaro, após a última reforma, que sanou os problemas, causados pela passagem do túnel subterrâneo da linha do Metrô, ficou mais bela do que antes, tanto em seu exterior, quanto em seu interior.

Em seguida, fazemos uma breve análise do templo, no seu exterior e no seu interior.

  1. 1 –Templo Exterior
  2. 2 –Templo Interior
  3. a) Vitrais
  4. b) Pinturas
  5. c) Imagens em Destaque:

1) Santo Amaro (padroeiro da região)

2) Nossa Senhora de Fátima (padroeira da Diocese)

3) Nossa Senhora Aparecida (Padroeira do Brasil)

4) Sagrada Família, Paradigma da organização familiar

5) São José (patrono da igreja Universal e da família, esposo de Maria)

6) Santo Antônio de Lisboa/Pádua (patrono da família)

7) São Vicente de Paula (protetor dos carentes)

8) Imaculada Conceição (padroeira de Portugal e de toda a Lusofonia).

De antemão lembramos que o templo material com seus elementos exteriores e interiores, com suas estruturas arquitetônicas e artísticas, com as suas imagens, pinturas e vitrais não são apenas elementos visuais.

São, antes, recursos que convidam à reflexão; elementos paradigmáticos que convidam à meditação, ao louvor e à oração.

Os Cristãos precisam conhecer a mensagem que todos os elementos artísticos lhes oferecem, como paradigmas.

Tudo o que está no templo tem alguma causa, a ser explicadas.

A parte exterior da Catedral teve muito poucas alterações.

Apenas foi mudada a pintura e colocada no frontispício, na torre, centralizada, a imagem da padroeira da Diocese, Nª Sª de Fátima. Está no meio, entre a imagem de S.Bento e a de Santo Amaro, como se vê abaixo:

foto Igreja santo amaro

Na. Sa. de Fátimano Pináculo da Catedral

Maria, mãe de Jesus, o Cristo, é a mulher, bendita entre todas as mulheres; é a obra-prima de Deus, na obra da criação; é a mãe de todos os viventes; é a rainha do mundo, a rainha da paz; a mãe de misericórdia; a mãe do amor; A mãe da Luz. É a mulher que Deus dotou de todas as graças; a gratia plena. É a rainha do mundo; a regina mundi.  Ela trouxe e mostrou Jesus ao mundo! Mostrou-o aos reis magos; mostrou-o ao sumo sacerdote, no templo de Jerusalém; mostrou-o a Simeão e a Ana, ainda no templo. Ela mostrou-o nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2.5), e os convidados exultaram de alegria.

Maria é a mãe e a grande mensageira de Jesus, o “ictis” (Jesus Cristo Filho de Deus, Salvador).

Em Fátima, Maria veio, de novo, falar à humanidade: Fazei tudo o que Ele vos disse, no Evangelho: Trabalhem por um mundo melhor: por um mundo de paz e bem-estar e tereis paz e bem-estar; respeitai a dignidade humana: a equidade, com equilíbrio, firmeza e alteridade; amai-vos uns aos outros e terei a paz na terra, porque onde está Deus aí está a paz.

Pedi e recebereis. Batei e a porta se vos abrirá!” (Mt. 7.7).

Maria foi a primeira e é a maior missionária do Evangelho, em toda a humanidade, em todos os tempos. Insiste no genuíno espírito do Evangelho.

Do Pináculo da Catedral de Santo Amaro, com seu místico olhar sereno e atento, a Senhora de Fátima insiste: Segui o Espírito do Evangelho; fazei o que Jesus vos disser. Dos altos céus, a Senhora de Fátima nos lembra e renova a força da Fé, da Esperança e da Caridade; nos reacende a vida, nos abre novos Caminhos e nos traz alegria!

Do alto do Pináculo, a Senhora de Fátima lança seu olhar místico, pelo nosso povo e por toda a humanidade, por todos os carentes de amor, de fé e de esperança.

Fala às pessoas firmes na fé e na vida; fala também às pessoas doentes, tristes, desiludidas… Fala para toda a gente.

Fala, como mãe, às pessoas perdidas, pelos caminhos e becos da vida.

Para todos, ela tem uma palavra e um olhar amigo e certeiro.  Como Cristo, ela nos diz: “vinde a mim, vós que estais cansados, e eu vos aliviarei (…). Aqui achareis descanso para a vossa alma” para a vossa vida (Mt. 11. 28-30). Aqui encontrareis a PAZ, em vossos corações!

A Gruta/ Capelinha de Na. Sa. de Fátima e os Pastorinhos

1)

gruta / Capelinha da Senhora de Fátima, foi inaugurada pelo Sr. bispo diocesano de Santo Amaro, no dia 13 de Maio de 2018, no encerramento do ano do centenário das Aparições de Fátima.

Agora o povo de Deus tem, em Santo Amaro – São Paulo, mais um oásis de esperança e de fé: Uma réplica do encontro da mãe de Jesus com as crianças e seu rebanho de ovelhas, em Fátima – Portugal. As três crianças, pessoas simples, de coração belo e encantador, iluminadas por Deus, ali representavam toda a gente da humanidade.

As ovelhas são uma homenagem ao trabalho; as crianças trabalhavam no pastoreio para ajudarem suas famílias.

Falando às crianças, Maria mandou uma grande mensagem de paz ao mundo. De Fátima, Maria falou ao mundo. Fala a nós também. Trouxe uma mensagem de esperança, a todo o povo. A mensagem de Fátima é mensagem de Fé, de Esperança e de Amor. É mensagem de alento, nas horas amargas, e de alegria, nos momentos de nossos sucessos, de nossos triunfos.

2) Em Fátima, em Portugal, terra de Santa Maria, a Senhora de Fátima trouxe ao mundo, uma mensagem de mãe, em tempo de muitas dificuldades, de carência, de falta de humanidade.

Em tempo de guerras fratricidas, mostrou os caminhos da paz, da misericórdia, do perdão, da concórdia e da harmonia.

Uma mensagem de amor para todos os dias, para toda a vida.  Uma mensagem de Luz e de Vida! Uma mensagem de gratidão!

É isto o que o povo sente, na gruta de Fátima, da catedral de Santo Amaro, e em outras partes do mundo, onde o povo a venera e ama.

“Bendita aquela que vem em nome do Senhor”.

“Jesus Cristo é o Senhor”. (Fl. 2.11).

 

TEMPLO INTERIOR

  1. a) VITRAS

1) Os vitrais da Catedral de Santo Amaro são dignos de admiração. São obras de arte.

Diria que a Catedral oferece ao povo uma exposição permanente de ícones Cristãos, que convidam à oração e à meditação nos mistérios da vida e da fé.

As figuras dos vitrais e as pinturas das paredes e do forro foram criadas e elaboradas, com finalidades de lembrar, às pessoas, algumas das mensagens e acontecimentos da história da Salvação, no Antigo e no Novo Testamento, e também da História da Igreja.

Têm a finalidade de instruir e elevar o espírito das pessoas; têm também finalidades catequéticas, isto é, instrução sobre a Vida Cristã.

Então os vitrais e as pinturas não têm apenas finalidade estética.

No entanto o Clero faz-lhes raras referências… Quase as desconhece…

Sempre se disse que uma imagem vale por mil palavras, se soubermos interpretá-las.

A Igreja Cristã soube usar, muito bem, o recurso das imagens, na pintura como na escultura, através da história.

Até os pais, quando vão à Igreja, ao explicar às crianças o significado dos quadros/pinturas, estão instruindo os filhos, na Mensagem Cristã: mensagem de vida.

2)  Os vitrais da Catedral, como afirmei acima, são obras notáveis.

Parte dos vitrais foram financiados pelo sr. João Dias (da empresa Estrela) que também foi o segundo provedor da Santa Casa, um benemérito da comunidade.

Os vitrais foram construídos pela família Conrado Sorgenicht, uma família de artistas…

A Catedral possui, aproximadamente, cinquenta (50) vitrais…

A empresa dessa família de artistas destaca-se pela feitura de obras, em lugares de grande destaque:

Em São Paulo, seus artistas produziram vitrais para a Catedral da Sé, para a Capela da Beneficência Portuguesa, para o Teatro Municipal, para a Faculdade de Direito do Lgo. São Francisco, Mercado Municipal da Rua Cantareira, Estação da Sorocabana, etc.

Destes, os que mais se destacam são os da Beneficência Portuguesa, da Sé e os do Mercadão.

Todos são obras de arte notáveis.

Observe alguns dos vitrais da Catedral de Santo Amaro:

 

 

 

   

3) Para ver mais, acesse: <santoamarosp/galeriasantoamaro/catedral-vitrais>

No final deixaremos, para sua admiração, alguns vitrais da fabricação da família Sorgenicht:

Vitrais da Beneficência Portuguesa (Rua Maestro Cardim, nº 769):

Vitrais da Faculdade de Direito (Lgo. São Francisco):

Vitrais do Mercado Municipal – Rua Cantareira:

  1. b) PINTURAS

Também as pinturas da Catedral de Santo Amaro são obras de arte instrutiva.

No entanto, a arte, além de informar, precisa agradar, seduzir; é um convite à reflexão e à meditação.

As pinturas estão no forro, e também nas paredes internas.

Destaca-se a pintura do Presbitério e do forro da nave.

 

 

 

  1. IMAGENS EM DESTAQUE

Na Catedral, como instituição clássica da Igreja, são veneradas algumas imagens que falam muito à mente e ao coração das pessoas.

  • A imagem de Santo Amaro, padroeiro da cidade-bairro (Fig. 80, pág. 137), é fotografia da imagem original, doada pelo casal João Paes e Suzana, nos alvores do povoamento do Brasil. Esta é preservada como relíquia de valor histórico e moral inestimável. As fotos de Santo Amaro são repetidas em outros Capítulos.

A primeira igreja de Santo Amaro foi construída na margem esquerda do rio, no Ibirapuera.

  • A imagem de Nª Sª de Fátima aí está, em destaque, como padroeira da Diocese, com sua Mensagem de paz, dignidade e carinho pelo povo, onde não se faz distinção de classe social.
  • A imagem de José, pai-guardião de Jesus e patrono da família e o patrono da Igreja Católica.
  • A imagem de Santo Antônio, também patrono da família e dos carentes.

Estão aí, em destaque, outras imagens de santos venerados pelo povo:

  • Nª Sª Aparecida aí está, com especial esplendor, como padroeira do Brasil.
  • Imagem de Nª Sª da Conceição, padroeira da primeira Igreja da região construída pelos jesuítas, em 1554, no Ibirapuera/Jd. São Luís. Esta igreja desapareceu com a transferência da comunidade.

No frontispício da Catedral, na torre, estão: Santo Amaro, São Bento, São Paulo e São Pedro e por último, Nª Sª de Fátima, padroeira da Diocese, também no frontispício da torre.

Todos santos da Igreja, paradigmas de dignidade e caridade, falam à mente e ao espírito de nossa gente.

 

Eventos Litúrgicos e Artísticos

A Catedral da Sé, organiza eventos litúrgicos tradicionais, com alguma pompa.

Organiza também eventualmente, eventos artístico-religiosos.

Na foto abaixo, apresentamos foto do Coral Metropolitano, apresentando músicas natalinas, na véspera do Natal de 2017.

A igreja Catedral tem grande beleza arquitetônica, tanto no seu interior como no seu exterior.

Merece que lhe dediquemos um pouco de atenção.

Além de tudo o mais, a Catedral de Santo Amaro é a igreja-mãe de todas as igrejas cristãs da região; de todas as igrejas.

 

 

Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro

1 – Foi lembrado que Júlio Guerra fez uma série de pinturas, que foram transformados em postais e vendidos, em benefício da Santa Casa, sem cobrança de direitos autorais. Hoje muitos guardam a coleção, como lembrança estimada. Porque não reeditar esses postais, para arrecadar doações, ainda que pequenas?

2 – A Santa Casa de Santo Amaro está situada à R. Isabel Schmidt, 59, com entrada, também, pela av. Adolfo Pinheiro.

Embora seja uma obra com a colaboração do povo, com grandes benfeitores, Carlos da Silva Araújo é considerado o fundador, por sua imensa dedicação à fundação desta benemérita instituição.

Consta que a decisão de lutar pela Santa Casa nasceu de um sono, em que o Sr. Carlos da Silva Araújo viu, em sonhos, uma senhora branca amamentando uma criança negra. Sentiu isto como uma mensagem de uma sociedade, em que todos precisam se ajudar mutuamente, independente de raça ou condição social. Se a mulher negra amamenta o filho da mulher branca, também a mulher branca pode alimentar o filho da mulher negra. Isto acontece realmente entre o nosso povo, normalmente. É uma questão de amor sem restrições…

Araújo sentiu, nesse sonho, um apelo a solidariedade humana, sem limites, fraternalmente.

Resolveu então lutar pela construção da Santa Casa, de Santo Amaro.

Está é uma obra do povo de Santo Amaro, que a aguardava ansiosamente, para minorar  o sofrimento de toda a gente.

3 – O terreno da Santa Casa foi doação de Dona Benta Bernardina Vieira de Moraes, como consta de escritura lavrada no dia 7 de Novembro de 1895:

Escritura de Doação : “(…) como outorgante doadora, dona Benta Bernardina de Moraes, e, como outorgada donatária, Santa Casa de Misericórdia, desta vila, esta representada pelo seu fundador, tenente coronel Carlos da Silva Araújo; a primeira, proprietária, residente nesta vila (…)”.

A pedra fundamental da Santa Casa foi inaugurada em 01/01/1896. Dona Benta participou.

A Santa Casa foi inaugurada em 08/12/1897, dia da Imaculada Conceição.

4 -A grande benfeitoria da Santa Casa de Misericórdia, Dona Benta Vieira foi a filha mais velha do patriarca da benemérita familia, Vieira de Moraes, o Sr. Manuel José de Moraes ( 1783-1867), grande empreendedor tropeiro e atuante político.

Santa Casa de Misericórdia

Uma História Admirável

A visita à Santa Casa de Misericórdia revestiu-se de um significado especial.

A instituição Santa Casa de Misericórdia é uma instituição de caridade, em moldes únicos no mundo, de fins sociais e sem fins econômicos. É serviço plenamente gratuito.

As Santas Casas são obras do povo e para o povo, que as fez e as mantém, desde a fundação, em Lisboa, em 1498.

Qualquer espécie de corrupção nas Santas Casas é ação ignominiosa e deplorável, exigindo rápida intervenção de saneamento, para não perder a sua clássica confiabilidade, que, nestes tempos sombrios, pode acontecer.

Por alguns séculos, as Santas Casas foram a única instituição hospitalar do Brasil.

É uma obra bendita, uma obra benemérita, abençoada, uma obra a serviço da saúde da população, para reduzir seus sofrimentos e cuidar da saúde de todos: um obra de misericórdia…

As Santas Casas são consideradas ” a maior e mais original das instituições político-filantrópicas ocidentais”…

É uma instituição filantrópica admirável e monumental.

É uma instituição modelar da caridade cristã, de assistência aos necessitados e de promoção humana.

As Santas Casas se multiplicaram, rapidamente, por todo o Brasil, marcadas pela honorabilidade, pela caridade. Multiplicaram-se, em pouco tempo, por todo o grande Império Português, nos cinco Continentes: Europa, Ásia, África, América e Oceania.

As Santas Casas foram o grande arrimo da saúde do Brasil, dos brasileiros, dos brasileiros, por alguns séculos.

As Santas Casas participaram, efetiva e intensamente do desenvolvimento do Brasil e de todos os países lusófonos.

O modelo “Santa Casa de Misericórdia” é uma das referências mais fortes de Portugal, do Brasil e de toda a Humanidade.